Quem por aqui se aventure em se tornar um razoável conhecedor de literatura, terá inevitavelmente que se deparar com algumas das muitas dificuldades que encontrei. A primeira delas diz respeito à nossa própria literatura: as letras no Brasil, embora tivessem sua época de glória nacional sobretudo até pouco mais da metade do século XX, hoje estão quase completamente imersas em versões adolescentes de thrillers americanos ou em pastiches de literatura de verdade, nas figuras indeléveis dos senhores Coelho e Veríssimo. A própria expressão "literatura de verdade" soa esquisito entre nós: quem poderia dizer o que é de fato esse "de verdade" literário? No Brasil, é sempre mais fácil reunir sob o mesmo quesito, ou na mesma estante, as obras monumentais de um Dostoiévski e as incursões ginasianas de escritores ditos teens. Se é verdade que sem um critério de avaliação que seja melhor do que os oferecidos pelas livrarias nenhuma esperança pode haver para a cultura superior, deve ser irresistível pensar que ao brasileiro é oferecida uma ausência de critério exatamente para destruir-lhe a capacidade crítica.
Ou como mostrar a alma quando não se pode olhá-la no espelho, embora ela esteja ali, nos observando...
Por que estas pulsões ocêanicas?
***
A poesia é a capacidade de condensar em belos versos a riqueza experiencial de nossas impressões. Ela é a mais elevada forma de arte literária - na verdade, literatura só é arte se participa intrinsecamente da poesia.
quinta-feira, 21 de maio de 2015
O (triste) caso do leitor brasileiro
Quem por aqui se aventure em se tornar um razoável conhecedor de literatura, terá inevitavelmente que se deparar com algumas das muitas dificuldades que encontrei. A primeira delas diz respeito à nossa própria literatura: as letras no Brasil, embora tivessem sua época de glória nacional sobretudo até pouco mais da metade do século XX, hoje estão quase completamente imersas em versões adolescentes de thrillers americanos ou em pastiches de literatura de verdade, nas figuras indeléveis dos senhores Coelho e Veríssimo. A própria expressão "literatura de verdade" soa esquisito entre nós: quem poderia dizer o que é de fato esse "de verdade" literário? No Brasil, é sempre mais fácil reunir sob o mesmo quesito, ou na mesma estante, as obras monumentais de um Dostoiévski e as incursões ginasianas de escritores ditos teens. Se é verdade que sem um critério de avaliação que seja melhor do que os oferecidos pelas livrarias nenhuma esperança pode haver para a cultura superior, deve ser irresistível pensar que ao brasileiro é oferecida uma ausência de critério exatamente para destruir-lhe a capacidade crítica.
segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
A constância da transitoriedade da vida
Panta hei, dizia Heráclito: tudo flui. Talvez ele mesmo não tivesse usado essas palavras, que seus admiradores e detratores se lhe referiam enquanto uma síntese do seu pensamento. Talvez não seja senão mais um daqueles casos em que se procura resumir a grandiosidade de um homem em poucas palavras, um resumo que quase nunca corresponde ao seu valor devido. A questão é que sendo a percepção de Heráclito sobre a transitoriedade das coisas desse mundo uma de suas grandes anunciações, é pouco honroso encerrá-lo como apóstolo do devir, ele que procurou mostrar que em meio à transitoriedade das coisas deve o homem ater-se ao mais importante: ao que seria a razão de ser de toda mudança e de todo fluxo, quer dizer, à 'razão'. Eis o ponto primordial da sabedoria de Heráclito: se tudo neste mundo é transitório e inconstante, atenha-se ao lógos, à razão de ser das coisas desse mundo, à razão de ser de nossa própria existência. Sua alma é capaz de lhe mostrar esse caminho, para evitar que nos percamos no vir a ser infindo, para nos fazer ver que é na razão que a vida humana pode chegar a se realizar com valor. Deixar seguir o curso dos rios, que nunca é o mesmo, e com isso nunca ser o mesmo é naufragar em meio à inconstância do mundo, é caminhar sonâmbulo como se pudesse ver e ouvir as coisas como são, mas com isso perder-se em fragmentos, em instantes, em afluentes. Só aquele que ausculta o lógos está em vigília: sua vida não se perde, mas se encontra no que há de mais profundo - a constância de si.
quarta-feira, 10 de julho de 2013
Assim caminha a humanidade...
domingo, 24 de março de 2013
O vestido das noivas nossas
domingo, 10 de março de 2013
Deusas e Mulheres
Costuma-se entender a mitologia dos gregos como fruto do seu espírito de síntese - quer dizer, como a história do modo pelo qual os gregos absorveram os deuses outros de cidades conquistadas e lhes transformaram as notícias a ponto de ilustrarem aspectos próprios à sua vivência e personalidade. Nesse sentido, o catálogo que a Grécia nos oferecera acerca dos aspectos humanos tornou-se um legado imprescindível para a formação do imaginário de possibilidades humanas, tendo em vista que nenhuma outra cultura e civilização se debruçou com maior afinco e sagacidade sobre o espírito humano que os gregos.
Afrodite
É a deusa do amor a mais selvagem das divindades, ligada ao apelo e instinto sexual e à sua sacralidade. Com Afrodite, o grego tentou sintetizar a imagem ou o aspecto animalesco do desejo sexual feminino, sua inevitável influência sobre o homem, com as artimanhas de sedução, os recursos espirituais do amor, próprios da mulher. O que ela exalta, inspira e protege é o amor físico e a união carnal, e nesse sentido, seu aspecto de verdadeira senhora das feras, que infunde desejo nos homens e faz até Zeus perder a razão pode servir como expressão religiosa da incrível força sexual que atropela, inexoravelmente, bestas, homens e deuses. Não se deixa de entrever aqui o tipo de mulher fatal, disposta ao prazer a qualquer custo, disposta ainda a usufruir de tal prazer como poder, como meio de dominação, como auto-afirmação. O caráter de certo modo selvagem de Afrodite denuncia a pecepção que tinha o grego desse tipo de disposição feminina: inevitável por um lado e, talvez por esse motivo, baixa e desumana, por outro. É ilustrativo desse aspecto a cena em que Hefesto, seu marido, a captura ao lado do amante Ares e a toma por amostra de uma união vergonhosa. Definitivamente, Afrodite não participa da possibilidade de ser fiel a homem qualquer.
Hera
A esposa de Zeus sintetiza, para o grego, a percepção de uma dimensão feminina própria à fertilidade e sacralidade do matrimônio. Hera é a deusa por excelência do casamento, e por ele sofre suas mazelas e vê usufruir seus prazeres. Tanto os prazeres quanto as mazelas se devem ao marido, Zeus, e seu ímpeto por assim dizer acasalador, que tendo se unido a uma mulher não se vê irrefreável frente a outras. Os percalsos que sofre a esposa suprema, desde agressões físicas até o vexame público, em nada lhe demovem da ideia do matrimônio. Vê-se a todo momento Hera sustentando sua posição de mulher, de esposa, de senhora, e nesta posição ela repreende o marido, na medida em que lhe consente os abusos, mas acima de tudo se pôe em ofensiva contra as amantes, a expressão maior de um tipo de mulher que cede aos caprichos masculinos sem se importar com o aspecto familiar em que tal homem se vê inserido. Por ser a imagem típica da união entre um deus fecundador da tempestade e a terra-mãe, Hera deixa-nos entrever o caráter da mulher que reconhece a fraqueza masculina e a supera em favor da união que produz a vida, em favor da família e do casamento que é o símbolo dessa produção.
Ártemis
Considerada a senhora das feras, Ártemis é a síntese da bestialidade e da graciosidade femininas. A mais complexa e contraditória das deusas, devido justamente à misteriosa confluência de dois aspectos por assim dizer antagônicos da alma feminina em sua própria divindade, Ártemis representa a força independente da mulher, vinculada ao seu apelo mais radical: a castidade por excelência. Sua virgindade é tomada entre gregos ora como uma libertação do jugo matrimonial, de que padecem Hera e Afrodite, ora como uma sua decisiva indiferença em relação às coisas do amor. É bastante conhecida, neste ponto, sua frigidez enquanto mulher, o que se refletia no ódio que nutria francamente por Afrodite. No entanto, e dentro de sua simbologia contraditória, há inúmeros sinais em Ártemis de uma deusa-mãe, cuidadora dos jovens e das donzelas no parto. Era a um só tempo padroeira dos caçadores e das moças casadouras, mas em ambos os casos, era louvada e reverenciada pelo caráter de independência próprio à vida selvagem. A mulher do tipo de Ártemis está deixada em sua selvagem solidão feminina, que muito pouco se faz compreendida e menos ainda se vê interessada em manter relações com o sexo oposto, senão nos casos em que possa desempenhar claro papel de mãe sem o ser de verdade. O casamento, não sendo próprio da vida selvagem e natural, não poderia lhe pertencer.
Atena
Temos, por fim, a deusa mais importante e mais reverenciada pelos gregos, depois de Hera. Atena tem como que sintetizadas em sua figura mítica o princípio da independência selvagem feminina, como o foi Ártemis, sem negar uma relação com o sexo oposto, não regida pelo matrimônio, como em Hera, o que faria por contrariar seu princípio de independência, nem pela sedução, como em Afrodite, mas por situações de aprendizagem e conflito. Considerando os homens como aqueles que, por excelência, estão entregues ao combate e ao saber, Atena se vê investida de uma personalidade capaz de se equiparar ao masculino, com a exceção do casamento, pondo-se claramente como força de combate marcial (ela vence Ares e admira Héracles) e intelectual. Neste último caso, e talvez o seu mais significativo, Atena é tida por amiga da sabedoria e da habilidade intelectual, e chega a ter Odisseu em grande admiração. Por não ter sido gerada de mãe, construiu forte laço de união com seu pai, Zeus, de quem sempre estava ao lado - seu nascimento deu-se diretamente da cabeça de Zeus, que lhe deu a métis, a sabedoria prática, como seu maior atributo. É nela que se revelam a complexidade e a unidade da sabedoria técnica grega, que fez a sociedade contituir-se e se aperfeiçoar. Por tudo isso, pode-se perceber porque razão Atena era tida em alta conta pelos gregos, sobretudo pelos homens, que lhe temiam ao mesmo tempo que lhe reverenciavam o saber e a habilidade marcial, suas próprias habilidades. E certamente a tinham em alta conta por lhes assemelhar tanto, no que Atena se torna para nós o tipo feminino exemplar da independência almejada pelo feminismo moderno.
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Manifesto do homem - ou qualquer coisa que nos diz respeito
domingo, 6 de maio de 2012
Aborto e outras mortes desumanas...
quarta-feira, 2 de maio de 2012
O mundo por trás do mundo
quinta-feira, 1 de março de 2012
Preconceitos prejudiciosos e prejudiciais

sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Tragédias esquecidas...
quarta-feira, 23 de março de 2011
Por um pensar concreto

- Sim, mas então, concretamente, o que é o pensamento?
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Prelúdio de um diálogo - Ou sobre a sensibilidade do insensível
Quando olhamos as fortes águas de uma cachoeira, a descerem abaixo ao encontro de outras tantas águas de um rio, as sensações que nos tomam são das mais diversas. Mas acima de tudo, olhamos para o movimento das águas e pensamos – as águas se movem. Todo aquele mover-se nos faz pensar na existência de alguma coisa que está para além da materialidade das águas em movimento, nos leva a tomar ciência de que há algo que se processa para além daquilo que podemos ver. A percepção da imaterialidade do movimento é em última instância a percepção de algo que pertence a uma outra natureza, que está aqui e que não se resume ao físico. O movimento é de outra ordem. A natureza do movimento é metafísica. Isto parece nos mostrar a existência de ao menos duas dimensões de natureza senão no mundo e nas coisas, ao menos em nós, que as percebemos. Ao menos em nós deve existir algo que transcende a própria fisiologia humana.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
A vida refletida

"Uma vida não examinada não merece ser vivida" - Sócrates
quarta-feira, 19 de maio de 2010
O bom homem mau

domingo, 14 de março de 2010
O dizer poético

E a beleza está aí. Neste sentimento consolador que move o poeta em harmonia com a canção mais insondável, escondida por trás do mundo, no mundo, aquela música que nos move e co-move a alma, os olhos, o pulso sanguíneo. E a sonoridade das palavras reunidas na poesia nos faz ouvir uma música diferente, diversa, quase mesmo inaudita se para tais palavras não estivermos munidos de bons ouvidos sensitivos. As imagens que afloram são cenas de um musical operístico, são fleches passados que a todo instante emergem e se entrelaçam no jogo imagético de ouvir a si mesmo e o mundo.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Gritos ecoando... II

A questão a ser posta aqui, entretanto, diz respeito a saber se de fato esta condição niilista a que o homem moderno se condenou pelo exercício de sua racionalidade não é antes propriamente humana, demasiadamente humana, inerente a nossa natureza e condição existencial. Pois se o absurdo da existência se revela pelo desnível que há entre a busca do homem pela unidade racional do mundo e a completa irracionalidade que ele encontra por trás de suas manifestações, onde a atitude transcendente, o salto, a escapatória desta angústia se dá sempre pela supressão de um dos lados em detrimento do outro, então a história do pensamento humano é a descrição sucessiva destas tentativas de escapar do absurdo, do niilismo a que fomos jogados por nós mesmos. Mas poderíamos de fato escapar desta encruzilhada permanente? O absurdo do salto transcendente em busca de uma solução para esta angústia retorna sempre e novamente, nos levando a indagar, juntamente com Camus – É possível ao homem conviver com o absurdo? Mas uma vez, qualquer tentativa de responder a este paradoxo seria um absurdo...
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Gritos ecoando... I

terça-feira, 15 de dezembro de 2009
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Um incômodo auditivo

Pois no fundo certos assuntos problemáticos tem me incomodado deveras, e se percebo que de fato tais preocupações não estão na boca do povo, isso me revela apenas que sou um ser imerso em mim mesmo, criador de casos e de dores de cabeça pouco ou nunca necessárias, já que tudo corre a mil maravilhas no mundo e neste pequeno país latino-americano. Poderia ser que eu supusesse a maioria esmagadora das pessoas como seres extremamente despreocupados, que não param para pensar nestes problemas, haja vista já os possuírem às dezenas, por certo bem mais importantes que esses - mas não, como imaginar uma coisa dessas de mais de 6 bilhões de seres humanos? Se alguém está errado, incomodado, enlouquecido com o descaso do mundo pelo mundo - esse alguém que se interne, ou pense que lhe seja melhor talvez fugir deste mundo, já que a hipótese de compactuar com esse descaso lhe passa longe da boca...
Mas diga lá, senhor incomodado, o que tanto assim o inquieta?
Se alguém atravessou estes desabafos e chegou até aqui, isso talvez seja um bom sinal: talvez existam ainda pessoas preocupados com as coisas. Porque se dependermos de salvar o planeta (e junto dele, a nós mesmos) com a economia e a política do jeito que ela se realiza hoje, é bem provável que meus netos não possam ter filhos, já que nem mesmo a garantia de sua própria existência estará assegurada. A lógica que impera no mercado e nas casas, nas assembleias e nos botequins dos bairros, é a lógica da destruição em larga escala de todos os recursos que o planeta pode produzir, antes mesmo dele poder produzi-los. A voracidade do lucro imediato lança essa questão para um futuro que a depender desta voracidade não existirá.
Até aqui muito já foi dito. Não são poucos aqueles que anunciam os problemas da produção econômica de nosso mundo globalizado, e hoje mais que em qualquer época. Contudo, apenas um grito incontido de um povo em desespero não poderá nunca ser ouvido, no sentido mesmo de ser compreendido - no máximo o susto e o espanto é que são provocados. Pois é como antes falava: os homens só podem de fato se comunicar por meio de uma linguagem bem articulada, ordenada - ou seja, através de palavras que anunciem pensamentos. Os brados estridentes das comunidades internacionais, de países e/ou de celebridades do show business, não podem se fazer ouvir atentamente pelas massas favorecidas que controlam o mundo usando seus dólares, porque grito por grito nem os dos comunistas sobreviveram. Essa moderna "aristocracia" burguesa só tem ouvidos para uma voz, aquele som imaterial e inumano que o dinheiro lucrativo suavemente vai ressoando em seus ouvidos, como um canto da sereia mais bela, e mais digna de ser louvada. Como impedir esse encanto com gritos tão grosseiros e bárbaros, se a voz melodiosa do lucro é bem mais serena, mais límpida, mais civilizada? Há que se falar de outra forma com seres tão "refinados"...
E caberia ao governo este papel. É a política a única capaz de fazer frente aos interesses privados em favor do bem de todos. E uma teoria política que se construísse em oposição ao modelo econômico vigente deveria buscar outros valores, outras vozes a que ouvir, para livrar-se daquele encanto da miríade capitalista. Mas onde encontrá-las? Onde se podem ouvir outras vozes que não esta?
Este é um grande problema - e um grande incômodo...
Ps: A Skol não teve nada a ver com isso, claro...
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Polêmica?

Vamos (tentar) esquentar um pouquinho as coisas por aqui...
E ainda que eu pareça estar começando mais uma de minhas propostas devassas de expressão poética, o esquentar que se pretende fazer virá muito antes (espero) de um assunto que tem de algum modo se tornado uma polêmica nos lugares que frequento - qual seja, a eleição do Rio para sede das Olimpíadas de 2016. Isso porque para muitas pessoas, sobretudo aquelas preocupadas com a causa dos menos favorecidos e com a questão social de nosso país tão desigual, a vitória carioca parece ser um absurdo sem tamanho, já que a cidade muito pouco tem investido em saúde e educação, áreas sempre preteridas pela verba pública. Algumas chegaram mesmo a torcer contra a eleição do Rio. E a desilusão de estarem nas areias de Copacabana ao lado de uma multidão disposta a beber, cair, levantar, sustentando nos pés o samba e na boca o grito de alegria pela nossa vitória, foi tão amarga quanto uma manhã de dura ressaca depois de uma noitada daquelas. Mas isso me faz perguntar insistentemente - Será que a vitória de nossa cidade foi realmente a mais terrível consumação dos interesses do capital sobre os da sociedade, e que dela não podemos esperar nada senão mais miséria e desigualdade? Ou será que aqueles que se colocam contra o sistema econômico vigente (e sendo este o meu caso) precisam de fato recusar categoricamente esta excelente oportunidade de vermos mais uma vez o Rio como a grande capital cultural do país? Uma coisa nesta questão é certa: a vitória do Rio só possui potencialmente aquilo que dela nós poderemos fazer.
Qual a sua opinião? Se quiser opinar nesta 'polêmica', sinta-se à vontade. Afinal, a cidade (e a vitória) é de todos nós, impreterivelmente.








